quarta-feira, 11 de novembro de 2009

RAÍZES DENTÁRIAS, UMA EXTRAÇÃO COMPLICADA?
PORTAL DENTAL PRESS
A raiz dentária é a parte do dente que suporta a coroa (porção de dente que está visível), e encontra-se dentro do osso e da gengiva.Por vezes, uma fratura dentária, cárie severa, ou extração incompleta fazem com que apareçam na boca raízes dentárias retidas, situação esta muito comum, e pouco benéfica para quem dela sofre.E, ao contrário do senso comum, nem sempre a extração destas raízes, caso seja esta a indicação terapêutica, é um processo moroso.Situações que podem provocar o aparecimento de raízes retidasRaízes retidas podem surgir na boca por várias situações, sendo que à cabeça encontramos as fraturas dentárias (quer de dentes vivos ou desvitalizados, sendo mais frequente com dentes desvitalizados), processos de cárie severa e avançada, na qual há perda total da coroa dentária, ou extrações dentárias incompletas, na qual há fratura parcial do dente extraído.A gravidade das situações é variável, no entanto, qualquer situação dolorosa exige atenção rápida e redobrada.Complicações que podem resultar da presença de raízes retidasA presença de raízes, ao invés do que se possa pensar, acarreta graves consequências não só na saúde oral, mas também na saúde geral e bem-estar pessoal.A nível oral a presença de raízes pode condicionar o aparecimento de abscessos, resultantes de infecções associadas à raiz fraturada, inflamação e aumento de volume gengival, que pode conduzir a gengivite (caracterizada pelo aumento de volume gengival e sangramento abundante) ou mesmo a periodontite (ou piorréia, caracterizada pela perda de volume ósseo e gengival, que pode em último caso levar à perda de dentes), cáries nos dentes adjacentes, resultantes da acumulação de restos alimentares nas raízes fraturadas, deslocações dentárias, mau hálito e mau sabor.No que toca à saúde geral e bem-estar, a presença de raízes residuais pode provocar infecções generalizadas, dores musculares, diminuição da capacidade de resposta imunitária, dificuldade em debelar lesões musculares e dores em geral.A resposta do organismoUma raiz retida é interpretada pelo nosso corpo como um elemento estranho, algo que não pertence aquele sítio, logo desencadeia automaticamente uma resposta imunitária, com o objetivo de expulsar esse corpo estranho, gerando assim infecção, caracterizada muitas vezes por um abscesso.Por esta razão, as raízes são geralmente expulsas pelo nosso organismo num processo que pode ser mais ou menos rápido, consoante cada um, não sendo, no entanto um processo de todo instantâneo.A extraçãoPor tudo aquilo que foi exposto é fácil de constatar que a presença de raízes na boca, desde que não reaproveitáveis, é prejudicial à saúde. Por esta razão raízes não recuperáveis deverão ser extraídas, de forma a prevenir problemas futuros.E ao contrário da ideia generalizada, e salvo exceções, a extração de uma raiz (ou de várias raízes do mesmo dente) é tão ou mais fácil que a extração de um dente normal, e não implica um pós-operatório pior, uma vez que a forma cônica da raiz ajuda a que esta própria se expulse quando posta sob força necessária à sua extração. No que diz respeito a dentes com mais do que uma raiz, o fato de já não existir coroa que una as raízes, torna o trabalho ainda mais fácil, uma vez que em determinados casos, as raízes juntas formam uma espécie de "anzol" ou "gancho" que dificulta a sua extração em bloco, e estando separadas, torna o trabalho muito mais fácil.
DENTADURAS TÊM PRAZO DE VALIDADE

GUIA ODONTO
As próteses dentais impróprias afetam mastigação, fonação, estética e podem causar até neoplasias malignas. Visita regular ao dentista previne problemas de reabilitação oralBRASÍLIA - As próteses dentais têm prazo de validade: uma dentadura que “dança” na boca pode dificultar a fala e a mastigação ou deixar o rosto precocemente envelhecido. Nestes casos, deve ser substituída, sob o risco de prejudicar a saúde. O uso contínuo de uma dentadura inadequada ou mal ajustada pode lesar a mucosa e até originar uma neoplasia maligna (câncer) devido ao trauma constante nos tecidos moles da boca. O alerta é do especialista e mestre em Periodontia, Clarindo Mitiyoshi. Ele é membro da Academia Européia de Osteointegração e coordenador do curso de especialização em Implantodontiada Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas – Seção Jardim Paulista (APCD).Mitiyoshi explica que, ao longo dos anos, o ser humano apresenta reabsorção óssea. Ou seja, os ossos sobre os quais a prótese dental foi moldada diminuem naturalmente. Esta mudança pode deixar a prótese instável.Segundo o especialista, a cárie é a principal responsável pela perda dental. Já na vida adulta, a prevalência maior é da doença periodontal, que afeta as gengivas. Jovens também podem desenvolver problemas periodontais severos, por isso Mitiyoshi destaca a importância da visita regular ao dentista para o diagnóstico precoce da doença.TratamentoEntre as opções de tratamento de reabilitação oral para casos de edentulismo (ausência de dentes) estão a prótese total (dentadura) e a prótese fixa sobre implante. A prótese fixa sobre implante, na opinião de Mitiyoshi, é a solução definitiva porque oferece maior estabilidade e segurança para o paciente mastigar, sorrir e falar, recuperando sua auto-estima e favorecendo o seu convívio social.O setor odontológico está em constante evolução e há diversas técnicas e implantes disponíveis para reabilitação oral. Dependendo da avaliação clínica, o tratamento pode envolver o uso de enxerto ósseo e durar até seis meses para ser concluído. Quando a indicação clínica é favorável, é possível colocar o implante dental em até uma hora, sem necessidade de enxerto ósseo. De acordo com Mitiyoshi, atualmente é possível substituir qualquer tipo de prótese dental pelo sistema de implante oral. “Só usa dentadura quem quer”, declara.
DENTISTA QUE EXTRAIU TODOS OS DENTES DE ADOLESCENTE É ACUSADO DE NOVO CASO

GUIA DENTAL
O dentista que extraiu todos os dentes do jovem César Oliveira Ferreira, 17 anos, sofre agora nova acusação. Ele também teria extraído todos os dentes de Roberto Pinto Duarte, 35 anos, quando na verdade a cirurgia indicada era para retirada de apenas dois dentes.A cirurgia de Roberto, que assim como César apresenta problemas mentais, foi feita há dois meses, também no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A mãe da vítima é analfabeta e teria assiando um documento no hospital do qual ela não sabe o conteúdo. O garoto já saiu do consultório sem os dentes.A mãe e a irmã de Roberto prestaram depoimento na 5ª Delegacia de Polícia, que investiga o caso. A nova acusação será tratada de forma independente da anterior, mesmo que fique provado que teria sido de fato o mesmo dentista a realizar a cirurgia. A vítima passará por exames nesta sexta-feira (6/11) no Instituto Médico Legal.O dentista, Wilson Oliveira, já responde por lesão corporal gravíssima, pelo caso anterior, e pode pegar de dois a oito anos de prisão. Segundo agentes, a perícia é que vai determinar se houve legitimidade no caso.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A ERRADICAÇÃO DA CÁRIE É POSSÍVEL?

PORTAL DENTAL PRESS
A cárie pode estar com os dias contados. É crescente uma corrente na odontologia mundial que afirma ser possível erradicar este mal do planeta – e das bocas. Na última Conferência Global Anticárie, realizada neste mês de julho no Rio, houve um mapeamento de ações que possam abrir caminho para este processo, bem como novas abordagens à classificação e ao diagnóstico da cárie.– Nos países desenvolvidos, onde a população tem maiores conhecimentos de educação para a saúde e as medidas preventivas estão presentes, os levantamentos epidemiológicos têm mostrado a diminuição de casos de cárie – afirma o presidente da Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro (ABO-RJ), Paulo Murilo.Embora saibam das dificuldades, os nomes mais importantes da odontologia mundial confiam na possibilidade de erradicação.– A maioria dos dentistas vê com um cunho de ceticismo a possibilidade de erradicação da cárie. Os mais acadêmicos, no entanto, não comungam nesta ideia por possuírem uma realidade científica e uma consciência investigativa maior que permite uma visão mais criteriosa do que o conhecimento e a tecnologia podem fazer – diz o presidente da Federação Dentária Internacional (FDI), o brasileiro Roberto Vianna.O desafio atual é levar este conhecimento e estrutura para nações menos abastadas.– Há algumas décadas, quando ficou esclarecido que a cárie dentária é uma doença causada por microorganismo, começou-se a pensar seriamente na erradicação da doença. Com programas sérios de prevenção e tratamento, será possível atingir este objetivo no futuro - comenta Paulo Murilo.No Brasil, o último programa do governo voltado para a cárie foi o “Brasil Sorridente”, lançado em 2004. O programa ampliou o acesso da população aos serviços bucais e os resultados foram sentidos principalmente na diminuição dos índices de cárie das crianças.– As estatísticas da cárie no Brasil são descendentes. Isto ocorreu devido a priorização por parte do atual governo na execução do programa. Esta estratégia tem sido reconhecida e elogiada pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo hoje tida como modelo para outros países – elogia Roberto Vianna.No Brasil a situação da saúde bucal vem melhorando nos últimos anos, mas alguns números ainda são assustadores, assim como na maioria dos países emergentes e subdesenvolvidos: 30% da população nunca tratou dos dentes; de cada quatro idosos, três não possuem um único dente; 90% dos adultos com mais de 40 anos apresentam doenças periodontais; 14% dos adolescentes nunca foram ao dentista; 20% da população brasileira já perdeu todos os dentes; e 45% não tem acesso regular à escova de dente.Apesar de o Brasil ainda possuir altos índices de cárie, nada se compara ao continente africano. Local de maior concentração de pobreza do planeta, a região abriga o maior percentual de incidência de doenças bucais.– A cárie é uma doença multifatorial agravada pela falta de conhecimento das populações sobre as medidas preventivas. Os povos mais carentes são os mais atingidos, por isso, os países do continente africano são as maiores vítimas - destaca Paulo Murilo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CIENTISTAS ISOLAM BACTÉRIA QUE COMBATE O MAU HÁLITO

PORTAL DENTAL PRESS
Pesquisadores da universidade britânica Kings College dizem ter conseguido isolar um tipo de bactéria que pode acabar com o mau hálito. O experimento pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para combater não só o mau hálito como outros odores corporais, como o chulé. As substâncias que causam o mau hálito são produzidas por aminoácidos que contêm enxofre.Os cientistas isolaram as bactérias chamadas metilotróficas, que comem as substâncias quecausam o odor bucal, da língua, das placas dentárias e da gengiva dos voluntários que participaram do estudo. Até agora, essas substâncias malcheirosas não eram consideradas um parte normal do ambiente microbiótico que existe dentro da boca.Os cientistas do Kings College, no entanto, não viram diferença entre os tipos de bactéria encontrados na boca de voluntários saudáveis e daqueles que sofrem de periodontite, uma infecção na gengiva associada com o mau hálito.Os pesquisadores suspeitam que as pessoas que têm mau hálito tenham apenas níveis menores da bactéria que "come" as substâncias que causam o odor.
MENOS DE 22% DA POPULAÇÃO TEM GENGIVAS SADIAS

PORTAL DENTAL PRESS
Quando você usa fio dental, sua gengiva sangra? Se a sua resposta for afirmativa, procure rapidamente um periodontista. Você pode estar com gengivite! Essa doença, que significa inflamação na gengiva, é o primeiro alerta da boca de que a higiene não está sendo bem realizada.A gengivite é ocasionada pela má escovação dos dentes e a não utilização de fio dental diariamente, o que faz com que as placas bacterianas se acumulem em volta do dente, se calcifiquem (tártaro) e passem a irritar a gengiva. Como o papel dela é justamente o de proteger os dentes, eles passam a ficar mais expostos à ação das bactérias.Alguns apenas buscam tratamento por volta dos 40 ou 45 anos de idade. O quadro é comum no Brasil, uma vez que, de acordo com o Ministério da Saúde, menos de 22% da população adulta tem gengivas sadias.Quando a gengivite ainda está na fase inicial, ela pode ser tratada com uma melhora na escovação e uso diário do fio dental. Se o tártaro já tiver se formado, é preciso realizar uma remoção de tártaro profissional no consultório. Nos casos mais avançados, é realizada raspagem das irregularidades nas raízes dos dentes.Ter a gengiva saudável não auxilia apenas na preservação dos dentes. Atualmente, há estudos sobre a interferência da periodontite na saúde do coração e outros órgãos vitais. Por isso, o ideal é visitar o consultório dentário de seis em seis meses para que, caso seja constatado, o problema possa ser tratado ainda na fase inicial.
COLESTEROL ALTO DIFICULTA CICATRIZAÇÃO DA MUCOSA BUCAL

PORTAL DENTAL PRESS
São inúmeros os trabalhos científicos que comprovam que o colesterol alto, a chamada hipercolesterolemia, é um dos fatores determinantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Agora, pesquisa na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP indica que o colesterol alto também é um vilão para os tecidos da mucosa bucal que, alterados, podem acarretar dificuldades no processo de cicatrização. Além disso, a pesquisa revela que alguns desses efeitos são progressivos, ou seja, se tornam mais expressivos com o uso contínuo de alimentação com alto índice de colesterol.Segundo o autor do estudo, o biólogo Gilberto Silva, isso pode prejudicar um tratamento odontológico que dependa de cirurgia, mas também no uso de aparelhos ortodônticos, ou mesmo em tratamentos odontológicos de rotina. “Se o paciente precisar de uma raspagem, por exemplo, ele ficará mais exposto a um sangramento pela dificuldade de cicatrização e com maior chance de desenvolver uma infecção”, avalia.Riscos desde a infânciaComo a obesidade se tornou uma questão de saúde pública e vem aumentando de forma bastante acentuada também na infância e na juventude. Quando observada nos primeiros anos de vida leva a um maior risco para altos índices de colesterol, triglicérides e alterações cardiovasculares na vida adulta. A partir daí, o pesquisador resolveu investigar os efeitos das fases iniciais dessas alterações, ou seja, nas idades infantil e juvenil, sobre os tecidos bucais e a capacidade de cicatrização.A pesquisa foi realizada com ratos da raça Wistar, o mais utilizado pelos pesquisadores, pois a cicatrização da pele desse animal é muito semelhante a cicatrização da mucosa bucal do homem, segundo Silva. Foi oferecida aos animais uma ração preparada com 1% de aumento (em peso) de colesterol e mais 20% de óleo de soja, por um período de 2 a 6 semanas, para avaliação dos tecidos bucais.Silva diz que, levando-se em consideração a literatura, o aumento obtido nos níveis de colesterol foi semelhante aos observados em humanos com sobrepeso, ou seja, 22% no colesterol total e 23% de aumento no LDL em média. Ainda, segundo Silva, pessoas obesas ou obesos mórbidos podem ter índices maiores de aumento do colesterol. A orientadora do trabalho, professora Marilena Komesu, da FORP, revela que, considerando a idade dos animais utilizados na pesquisa e as características do aumento do colesterol, o trabalho procurou mostrar a situação de crianças e adolescentes com sobrepeso, ou seja, aqueles com maus hábitos alimentares, que não fazem exercício e que estão se tornando bastante comuns na população em geral.Os pesquisadores lembram, no entanto, que a alteração no colesterol pode acontecer em qualquer idade, mas escolheram essa por ser preocupante por vários motivos. “Além de estar aumentando essa população, o aumento do colesterol nessa fase pode ser completamente assintomático, ou seja, despercebido, e, ainda, com o início precoce de alterações no colesterol os problemas podem ser mais graves na vida adulta”.Foi analisada a morfologia da pele e também a língua do animal em quatro regiões diferentes, além do palato mole, do duro e a gengiva. Todas as avaliações dos animais tratados com a ração enriquecida com colesterol apresentaram alterações, tanto no período inicial do processo de cicatrização, quando ocorre a reação inflamatória, como no período final. “Foi observado que, mesmo no período inicial do aumento do colesterol no organismo, duas semanas após o uso da ração enriquecida, já é significativa a alteração no epitélio bucal e consequentemente no processo de cicatrização”, afirma o pesquisador.Além disso, ele diz que as células são maiores e estão presentes em menor número, o que indica que provavelmente ele está mais suscetível a lesões. “Todo o processo de cicatrização, composto de fases, sofre um atraso”.A literatura científica, segundo Marilena, só havia relatado até hoje a relação entre a variação dos lipídios HDL, colesterol bom, e LDL, colesterol ruim, e infecções bucais, mas nada sobre a dislipidemia, que é a presença elevada ou anormal desses lipídios, e as alterações bucais. “O que já havia sido comprovado é que a elevação ou anormalidade desses lipídios causam alterações nas células intestinais. Mesmo os trabalhos existentes são controversos, pois não deixam claro se essas variações é que causam as alterações nas células, ou se as alterações nas células é que causam as variações”, diz a orientadora.Ainda, segundo Marilena, as alterações vasculares são comuns na dislipidemia e nesse caso, durante uma cirurgia pode haver problema com pacientes com alterações de colesterol. “Como na odontologia se trabalha com doenças bucais e lesão de mucosas é necessário saber se o paciente não corre risco de danos maiores por conta do colesterol”, lembra a professora.