sexta-feira, 13 de novembro de 2009

EXTRAÇÃO DENTÁRIA COMPROMETE A MEMÓRIA, DIZ ESTUDO

PORTAL DENTAL PRESS
Toda vez que um dentista extrai um dente, ele pode estar "arrancando" também parte da memória do paciente, revelou um estudo sueco que será apresentado em Estocolmo nesta sexta-feira."Os dentes parecem ter uma importância enorme para a nossa memória", afirma Jan Bergdahl, dentista, professor associado da faculdade de psicologia da Universidade de Umeaa, no norte da Suécia, e um dos autores do estudo.Parte de uma pesquisa mais ampla sobre a memória chamada Betulastudien, o estudo acompanhou 1.962 pessoas com idades entre 35 e 90 anos desde 1988, comparando a memória daqueles que tinham todos dentes e a dos que os extraíram e passaram a usar dentaduras."As pessoas que não tinham dentes tiveram sua memória claramente afetada em comparação com aqueles que tinham", disse Bergdahl.Recentes estudos realizados com ratos no Japão também evidenciaram relação entre os dentes e a memória. Mas, de acordo com Bergdahl, este é o primeiro estudo em larga escala em humanos que claramente estabelece uma relação entre os dois pontos.A pesquisa sueca ainda precisa revelar o impacto da extração de um único dente na memória humana. Segundo Bergdahl, os pesquisadores planejam descobrir quantos dentes uma pessoa precisa perder antes que afete sua memória. "Nós também vamos investigar como a decadência do dente afeta a perda da memória e que influência têm os implantes dentários", disse o pesquisador.Ele insistiu, no entanto, que não espera que estudos futuros revelem que os implantes melhoram a memória."Eu não acho que seja provável. Testes em animais mostraram que a extração de dentes rompe nervos conectados ao cérebro", disse Bergdahl, afirmando que o estudo sueco poderá mudar dramaticamente o cuidado futuro com os dentes dos idosos."Devemos pensar duas vezes antes de arrancar dentes que apresentam problemas", afirmou.
COMO PREVENIR GENGIVITE COM O USO DE APARELHO ORTODÔNTICO

PORTAL DENTAL PRESS
O uso de dispositivos ou aparelhos ortodônticos, especialmente os fixos, requerem atenção e cuidados redobrados de higiene e é muito comum ocorrer gengivite em crianças, jovens, adultos portadores de aparelho, desde que tenham pouco cuidado com a limpeza bucal.Isto porque, com o aparelho dentro da boca, tem-se maior número de superfícies para reter não só os restos alimentares, como a placa bacteriana que, como o próprio nome indica, é muito rica em microorganismos.Assim, o acúmulo de placa no dente, no aparelho, entre o dente e a gengiva, acaba acarretando uma inflamação com sangramento, que pode levar a um verdadeiro e sério adoecimento da gengiva.Some-se a esse quadro o fato de que o aparelho se constitui em um obstáculo para a auto-limpeza, isto é, aquela limpeza que a própria boca dá conta de fazer com os lábios e com a língua - a autóclise -, quando da mastigação dos alimentos.Também é preciso considerar que a própria presença do aparelho dificulta, ao menos em parte, a técnica de escovação.A grande dica é que a escovação deve ser feita com bastante calma, levando a escova a passear por todos os lados dos dentes, na região da gengiva e nas reentrâncias do aparelho. Além disso, importante também conferir sempre, no espelho, se os dentes estão realmente limpos e se o aparelho e as gengivas foram devidamente higienizados.O uso do fio-dental é importante e auxilia bastante a limpeza das áreas que a escova dental não alcança. Com aparelho fixo, o fio-dental deve ser usado com cuidado, passando entre os dentes e o aparelho, com auxílio de passa-fio de plástico, orientador da passagem do fio nestes espaços.Escovas do tipo unitufo, ou seja, as que contêm um chumaço único de cerdas, costumam ajudar nesta limpeza.O aparelho removível também favorece o acúmulo de placa, tanto nos dentes, quanto nele próprio, podendo resultar na desmineralização do dente, perigo que pode ser evitado por uma boa limpeza na boca (dentes, gengivas e por dentro das bochechas) e por igualmente eficaz escovação do aparelho, com creme dental.A inflamação da gengiva também pode ser evitada, escovando-se os dentes, limpando aparelho e gengivas, depois de cada alimentação, usando-se soluções anti-sépticas, aromáticas e, à noite, após a última escovação, bochechos durante um minuto, de soluções que contenham fluoreto de sódio a 0,05%. No entanto, não basta apenas escovar os dentes, é preciso limpar toda a cavidade bucal, dedicando um pouco mais de tempo a esta tarefa, procurando sentir como é gostoso e agradável ter a boca limpa, livre de impurezas, lisa e cheirosa.Seguidos esses simples preceitos de higiene, a gengiva vai estar sempre saudável, a boca perfumada, fresquinha e o aparelho bem cuidado. Crianças e adolescentes com aparelho e dentes sujos causam péssima impressão, exalam cheiro ruim e sentem gosto desagradável na boca, transformando o sorriso, que seria o carro-chefe da beleza facial, num pobre príncipe em andrajos.
AMORA PODE SER EFICAZ CONTRA HERPES, DIZ ESTUDO

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Outros estudos já haviam observado a eficiência da fruta no tratamento de problemas da bexiga. Agora, os pesquisadores afirmam que as amoras também podem ser usadas para feridas nos lábios e nos órgãos genitais causadas pelo vírus da herpes.Apesar das conclusões da nova pesquisa, publicada nas revistas Chemistry and Industry e Journal of the Science of Food and Agriculture , cientistas britânicos afirmam que não há provas suficientes para sugerir que as pessoas devam comer amoras ou beber o suco da fruta para combater o vírus.Os pesquisadores da Universidade de Kaohsiung examinaram as propriedades da amora alpina, um arbusto esverdeado também conhecido como Vaccinium vitis-idaea .A planta já é utilizada no tratamento de distúrbios digestivos e suas flores secas são utilizadas na produção de medicamentos para problemas pulmonares.SUCOOs pesquisadores de Taiwan isolaram um composto chamado proantocianidina A-1. Eles examinaram sua ação contra o vírus da herpes tipo 2 (HSV-2 ou herpes simplex), que causa feridas nos lábios e nos órgãos genitais.Testes de laboratório mostraram que a substância suprime significativamente a infecção por HSV-2 sem efeitos tóxicos. Não houve uma redução no poder de infecção do vírus, mas nos efeitos da infecção.A equipe, liderada por Hua-Yew Chung, sugere que a proantocianidina A-1 impede que o vírus se atrele às células ao perturbar as glicoproteínas em volta do vírus ou da membrana da célula hospedeira.Mas os pesquisadores dizem que são necessários mais estudos para esclarecer exatamente que mecanismo é esse.Marian Nicholson, diretora da Associação para o Vírus da Herpes, disse que as conclusões são o resultado uma pesquisa realizada apenas em laboratório.Ela afirma que mais evidências são necessárias para determinar se o tratamento funciona antes de recomendá-lo.Segundo Nicholson, no passado, "testes de laboratório sugeriram que tratamentos com algas poderiam matar o vírus."
CIENTISTAS DESENVOLVEM TESTE DE SALIVA PARA PREVER CÁRIES

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Um simples teste de saliva pode prever quantas cáries nos dentes uma pessoa tenderá a desenvolver em sua vida, de acordo com cientistas da Universidade do Sul da Califórnia.Analisando proteínas da saliva, os pesquisadores também podem detectar quantas quais cáries uma pessoa já teve.Daqui a algum tempo, de acordo com os pesquisadores, os dentistas vão poder inclusive fazer esse teste em crianças e aplicar em seus dentes um revestimento para protegê-los antes do aparecimento do problema.Paul Denny, que chefiou a equipe de pesquisadores, afirma que o teste de saliva tem 98% de precisão.BebêsMas, segundo ele, o teste não deve ser visto como um substituto para o dentista e para a realização de check-ups periódicos."Uma versão do teste pode ser incluída em exames de bebês para fornecer informações antecipadas sobre as futuras necessidades de saúde oral que essa criança pode ter", disse.Ele disse que o teste também pode ser útil para priorizar tratamentos em regiões onde o acesso a cuidados dentais é limitado.Denny disse que o teste de saliva é atraente para pacientes e dentistas porque não requer agulhas e é fácil de realizar. Em média, um adulto produz um litro de saliva por dia.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

BRUXISMO E REFLUXO SÃO COMUNS EM PESSOAS COM APNÉIA DO SONO

PORTAL DENTAL PRESS
Condição marcada por interrupções da respiração durante o sono, causando roncos e complicações mais sérias -, segundo estudo apresentado esta semana no congresso CHEST 2009, nos Estados Unidos. O levantamento indicou que cerca de um em quatro pacientes com apneia sofre de bruxismo - condição marcada pelo ranger de dentes noturno e que afeta cerca de 8% da população americana -, e que 35% deles têm refluxo - retorno anormal do conteúdo estomacal para o esôfago.Para investigar essa relação, os pesquisadores avaliaram 150 homens e 150 mulheres com apneia - cada grupo com 50 caucasianos (brancos), 50 afroamericanos e 50 hispânicos. E os resultados mostraram que 25,6% dos pacientes apresentavam ranger de dentes, enquanto 35% reclamavam de azia noturna e sintomas de refluxo. Avaliando a influência do gênero e da etnia na relação entre bruxismo, refluxo e apneia, os especialistas notaram que o ranger de dentes era mais comum nos homens (43%, contra 31% das mulheres) e nos caucasianos (35%, contra 19% dos hispânicos). E o refluxo foi mais comum em afroamericanos (40%, contra 31% dos hispânicos e 34% dos caucasianos)."Distúrbios do sono como a apneia podem levar a muitas condições de saúde secundárias", revelou a médica Kalpalatha Guntupalli, presidente do American College of Chest Physicians. "Ao tratar a apneia do sono, os médicos devem também reconhecer e abordar as condições de saúde secundárias, como o bruxismo, com o objetivo de controlar completamente o distúrbio de sono de um paciente", complementou.Associação entre Bruxismo e ApneiaSegundo o pesquisador Shyam Subramanian, líder do estudo, a relação entre apneia obstrutiva do sono e bruxismo noturno está normalmente associada a uma resposta a um estímulo. "O fim de um evento de apneia pode ser acompanhado de numerosos fenômenos na boca, como ronco, respiração ofegante, resmungos e ranger de dentes", explicou o especialista. "Homens, tipicamente, têm apneia do sono mais severa, e talvez possam ter mais respostas ao estímulo, o que poderia explicar a mais alta prevalência de ranger de dentes em homens. Além disso, os homens tendem a relatar mais sintomas de apneia do que as mulheres, como roncos, grunhidos e apneia presenciada".Outros fatores que poderiam explicar a relação entre as duas condições seriam a ansiedade e o consumo de cafeína. "Altos níveis de ansiedade podem levar ao bruxismo, e a apneia do sono não-tratada é reconhecida como causa de distúrbios de humor, incluindo depressão e ansiedade", ressaltou o especialista. Além disso, segundo ele, "o sono diurno da apneia do sono pode fazer com que uma pessoa ingira cafeína, e isso está também associado com alto risco de bruxismo".
USO DE CHUPETA CAI 15% EM NOVE ANOS
PORTAL DENTAL PRESS
Levantamento do Ministério da Saúde mostra que, entre 1999 e 2008, houve redução expressiva do uso de chupeta em crianças menores de 12 meses. Em 1999, 57,7% dos bebês menores de 12 meses usavam chupeta no país. No ano passado, esse percentual caiu para 42,6%, uma variação de 15,1%. O estudo levou em consideração as 27 capitais e outros 239 municípios, o que somou informações de 34.366 crianças.A queda no uso de chupetas foi percebida em todas as regiões. Maceió foi a capital que apresentou a maior redução no uso de chupeta (20 pontos percentuais). Na região Norte, apenas 25,5% das crianças menores de 12 meses usam chupeta. A região Sul possui o maior índice com 50,6%. Esses e outros dados fazem parte da II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e DF (PPAM), divulgada durante a Semana Mundial de Amamentação.O Ministério da Saúde não recomenda o uso de chupeta nem de mamadeira. “Existe uma associação entre o uso de chupeta e mamadeira e a duração do aleitamento materno. A Região Norte, onde mais se amamenta no Brasil (média de 434,81 dias), apresenta menor prevalência do uso de chupeta e mamadeira”, explica Elsa Giugliani, coordenadora da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde.São considerados “bicos artificiais” tanto as mamadeiras quanto as chupetas. Na pesquisa de 2008, verificou-se que, para o total das crianças menores de 12 meses analisadas, foi freqüente também o uso de mamadeira (58,4%). O uso de mamadeira (veja quadro abaixo) foi mais registrado na região Sudeste (63,8%) e menos freqüente na região Norte (50,0%). Foi a primeira vez que o dado uso de mamadeira, foi analisado pelo Ministério da Saúde.DIFERENÇAS - Tanto para chupeta quanto para mamadeira, as diferenças entre as regiões Norte e Sul/Sudeste são prioritariamente culturais. Por exemplo, no Norte, há uma presença mais forte de populações indígenas. Na região Sul e Sudeste, a pressão do mercado de trabalho exige que a mulher fique mais distante do filho. Além disso, aspectos da vida moderna, como o trânsito e a distância entre o trabalho e a casa, distanciam a mulher do bebê e do aleitamento exclusivo por seis meses, o que o Ministério da Saúde preconiza.“Ao se considerar a amamentação não apenas um ato biológico, mas também social e cultural, percebe-se que o Brasil, como um país continental, apresenta diferentes realidades e questões culturais diversas. O uso da chupeta e da mamadeira, ambos muito arraigados em determinadas regiões, por exemplo, influencia negativamente na amamentação. E isso é algo difícil de eliminar”, exemplifica Lilian Córdova do Espírito Santo, assessora para Assuntos Relacionados ao Aleitamento Materno, da Área Técnica de Saúde da Criança.