quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
AÇÚCAR NO PREPARO DA MAMADEIRA DOBRA O RISCO DE CÁRIES EM CRIANÇAS, DIZ PESQUISA
PORTAL DENTAL PRESS
A combinação de leite quente e colo de mãe é a receita perfeita para a hora do sono dos bebês. O hábito comum entre muitas crianças pode causar problemas à saúde. Uma pesquisa revela que açúcar na mamadeira dobra o risco de caries em crianças.O alerta saiu do laboratório da Unicamp de Piracicaba, interior de São Paulo. Durante um ano e meio, pesquisadores avaliaram como os dentes de leite reagem quando estão expostos ao leite em pó. Os resultados são preocupantes.“Tanto o leite, leite mesmo, e o leite à base de soja foram capazes de levar uma pequena perda mineral, pequena quantidade de cárie. Quando o açúcar foi adicionado, a quantidade de cárie dobrou”, disse Cinthya Machado Tabchury, orientadora da pesquisa.Como não é permitido fazer estudos com crianças, a alternativa foi usar próteses de dentes de leite em adultos. “Simulamos uma criança sem escovar os dentes, tomando leite oito vezes ao dia”, diz Anna Maria Pappa, pesquisadora.“Não precisa escovar todas as vezes que tomar a mamadeira, mas pelo menos três vezes ao dia e sempre, a mais rigorosa, ante de dormir. Se acontecer de a criança tomar a mamadeira e pegar no sono, a mãe faz uma limpeza com a criança mesmo dormindo com a escova de dente ou com um paninho e água filtrada”, diz Roberta Pimenta, dentista.
ALERTA CONTRA TUMORES NA BOCA
PORTAL DENTAL PRESS
Pouco conhecido entre a população brasileira e nem sempre reconhecido por clínicos gerais e otorrinos, o câncer bucal tem feito cada dia mais vítimas no país. A doença é considerada por alguns especialistas um sério problema de saúde pública. A Agência Internacional para Pesquisas do Câncer (Iarc) alerta que o Brasil é a 4ª nação do mundo com maior incidência desse tipo de tumor, ficando atrás apenas do Paquistão, da Índia e da França.A medicina considera como câncer bucal os tumores de lábio, gengiva, língua, céu e assoalho da boca. O diagnóstico não é difícil e pode ser feito por dentistas ou médicos, mas a maioria dos pacientes chega aos oncologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço quando o mal está em estágio avançado. Fumo, álcool e descuido com a saúde bucal são os principais fatores que levam à doença. Os homens são os mais atingidos pela neoplasia. Entre eles, a incidência pode chegar a quase 20 casos para cada 100 mil habitantes em algumas regiões do Brasil, afetando principalmente aqueles de classes sociais menos privilegiadas e que normalmente têm pouco acesso aos serviços médicos.O oncologista chefe da seção de cabeça e pescoço do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Fernando Luiz Dias, explica que quando os tumores são identificados em fase inicial, a possibilidade de cura alcança os 90%. "Infelizmente, poucas vítimas do câncer de boca têm oportunidade de tratar o problema nessa fase. Oito em cada 10 pacientes que apresentam a doença em estágio avançado passaram previamente pelas mãos de médicos incapazes de identificá-la", lamenta.Feridas que não regridem com tratamentos simples, perda de sensibilidade, manchas brancas ou vermelhas na boca , dificuldade em mover a língua e mau hálito persistente são alguns dos sintomas do câncer bucal. "As manifestações são evidentes, mas as pessoas costumam ignorar os perigos e danos que uma lesão na boca pode causar. Além disso, temos carência de serviços especializados em cabeça e pescoço no Brasil", observa Dias.CansaçoA dona de casa Vilcelina Abadia Faria, 52 anos, consultou quatro médicos antes de ter o diagnóstico do câncer de língua confirmado. "Moro em Manaus, onde consultei um otorrino, um clínico geral, um dentista e um gastroenterologista, que sequer suspeitaram do câncer", desabafa. Cansada de tratar a lesão na língua com remédios para afta, que não resolviam o problema, a paciente buscou atendimento em Brasília. "Sentia muita dor no local da ferida. Um dentista diagnosticou o tumor e me aconselhou a fazer a cirurgia em São Paulo. O meu caso exigia um cirurgião plástico especialista em língua, disponível somente na capital paulista. Acredito que me curei porque tive condições de recorrer a profissionais especializados", avalia Vilcelina.Além do cigarro e da falta de higiene bucal, a doença pode ser desencadeada pelo uso de próteses dentárias mal adaptadas, que machucam cronicamente a mucosa da boca. Alimentação rica em calorias e pobre em frutas e vegetais, dentes danificados ou placas bacterianas e exposição frequente dos lábios ao sol também são fatores de risco. "A associação fumo e álcool potencializa as chances de desenvolver o câncer de boca. Cerca de 80% dos pacientes são fumantes e consumidores de álcool. Infelizmente, as autoridades sanitárias e da área de saúde não dão a devida atenção ao câncer bucal. A demora no diagnóstico resulta em maior custo do tratamento, maior ausência ao trabalho, aumento de aposentadorias e grande índice de mortalidade", alerta o dentista Frederico Salles, profissional que diagnosticou o câncer de Vilcelina.MultidisciplinarDiretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, o oncologista Luiz Paulo Kowalski explica que o tratamento é multidisciplinar. "Tumores em estágio inicial são retirados com cirurgia. Para as lesões médias e avançadas, se faz necessário complementar o procedimento cirúrgico com radio e quimioterapia. Em muitos casos, é fundamental que fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas integrem a equipe", diz o médico.Atento à evolução da doença no Brasil e no mundo, e baseado em pesquisas realizadas em diversos países, Kowalsky faz um alerta: enxaguantes bucais usados com frequência sem prescrição médica favorecem o desenvolvimento do câncer oral. "Algumas marcas do produto chegam a ter 26% de álcool. Isoladamente, o álcool não é um agente causador da doença, mas uma enzima do nosso organismo o transforma em uma substância que altera as células da boca e causa tumores. Quem puder, deve optar por enxaguantes sem álcool", aconselha o oncologista.
ALIMENTOS QUE MANCHAM OS DENTES
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Basta tomar um café ou comer uma salada de beterrabas — pigmentos presentes na bebida ou na hortaliça logo, logo impregnam a superfície dos dentes. Com o tempo — e uma higiene bucal inadequada —, tanta tinta dá origem a manchas na dentição ou escurece literalmente o sorriso. Não à toa. Qualquer comida dotada de pigmentação intensa pode provocar essa chateação. “Molhos de soja, refrigerantes à base de cola e sucos coloridos artificialmente estão entre os que mais mancham”, afirma o dentista carioca Alexandre Cardoso, da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral. “Quando o esmalte dentário já se encontra mais desgastado, surgem microporos que permitem a deposição de pigmentos sobre os dentes”, explica Cardoso. Assim, a idade ou o péssimo hábito de exagerar nos doces podem contribuir para o surgimento desses buraquinhos que patrocinam esse atentado à estética.Para minimizar o problema, o especialista recomenda fazer bochechos com água logo após a ingestão de certos alimentos e bebidas. Isso ajuda a eliminar o excesso de substâncias capazes de tingir os dentes. Mais tarde, porém, não deixe de investir na escova e no fio dental para garantir a limpeza completa. Lembre-se apenas de que, depois de ingerir algo ácido e rico em pigmentos — como uma taça de vinho tinto —, o melhor a fazer é esperar cerca de uma hora para realizar a escovação. Dessa forma, evita-se um maior desgaste do esmalte que protege os dentes.Há também quem desconfie que vegetais aparentemente inofensivos, como a alface, já abrigariam substâncias que povoam de manchinhas a dentição. “Mas isso não se compara ao risco oferecido pelo café”, compara Cardoso. O problema dessa bebida, aliás, é que seus amantes a degustam o dia inteiro. E é improvável que, a cada gole, corram ao banheiro para lavar a boca. Não por acaso, quem mantém esse costume por anos e anos fica com os dentes amarelos ou até enegrecidos. O conselho, portanto, é maneirar no seu consumo e enxaguar a boca sempre depois de saboreá-lo. O mesmo recado vale par os refrigerantes que, além de cheios de corantes, são ácidos e danificam o esmalte dental.Não é preciso excluir alimentos que marcam presença no seu cardápio, sobretudo os saudáveis como a beterraba. O fundamental é higienizar os dentes após as refeições — inclusive depois do lanche da tarde — e conservá-los firmes e fortes para afastar de manchas a encrencas mais sérias. E, claro, não deixe de visitar o dentista a cada seis meses.Alimentos perfeitos para os dentesO que uma goiaba, um copo de leite e um quindim têm a ver com o seu sorriso? Bem, você poderia dizer de bate-pronto que, depois de engolidos, eles emporcalham seus dentes e, daí, só mesmo uma bela escovação seria capaz de deixar sua boca nova em folha. A resposta não está totalmente equivocada, mas hoje se sabe que as refeições também prestam um tremendo serviço à cavidade bucal. Substâncias como a vitamina C da goiaba e o cálcio do leite, por exemplo, protegem a gengiva e os dentes. E alimentos tidos como estraga-prazeres, caso do irresistível quindim, não precisam ser tão temidos, desde que consumidos com moderação, na hora e do jeito certos.A goiaba pode ser uma grande aliada da sua boca, pois é rica em vitamina C. E ainda conta com fibras, que auxiliam na limpeza dos dentes
A IMPORTÂNCIA DOS LIMPADORES LINGUAIS PARA OS PACIENTES IDOSOS
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A cada dia mais, especialmente nos indivíduos que ingerem muitos medicamentos por dia e ainda mais nos acamados, quer seja no hospital ou em casa, é primordial. Usar um limpador de língua permite que possam limpar as porções realmente posteriores da língua que é onde se acumulam mais restos alimentares. Estes acúmulos, além da chance de propiciar a formação de mau-hálito, fecham/ocluem os botões gustativos da língua, que é por meio de onde sentimos o gosto dos alimentos, que acaba levando as pessoas a colocarem mais sal ou açúcar para melhor sentirem o gosto dos alimentos. Além disto e ainda mais grave nos pacientes acamados, é que esta região da língua acumula muitos grupos de bactérias causadoras de pneumonias em pacientes debilitados ou propensos a problemas pulmonares.Existem diversos formatos de limpadores de língua, mas os 2 grandes tipos são os raspadores linguais - que têm uma ponta mais ativa que remove os restos alimentares de fato e os higienizadores linguais - que são arredondados e particularmente indicados para pacientes debilitados ou vivendo acamados. A freqüência de uso dos raspadores (em pessoas saudáveis) deve ser diária e é o ultimo passo de uma higiene bucal efetiva. Nas pessoas adoentadas/anêmicas o uso deve ser de acordo com as condições físicas de cada um, indo desde dia-sim, dia-não - sempre com muita leveza - até semanal. Nestes pacientes debilitados deve-se usar apenas os higienizadores linguais arredondados totalmente em sua ponta ativa.O uso destes artefatos é muito antigo e existem relatos desde o século XVII, com a utilização de diversos materiais disponíveis em cada época/ país. Mas só no final do século XX e início do Século XXI vem sendo dada a real dimensão da importância de seu uso para parcelas cada vez maiores da população.Por que o uso dos limpadores linguais é de extrema importância para os idosos?Como esta faixa etária tende a ingerir mais medicamentos,há uma diminuição do fluxo de saliva, que limpava também a porção posterior da língua. A Hipertensão é extremamente incidente acima dos 80 anos, por isto, tudo que ajude a prevenir seu avanço inexorável deve ser utilizado e sentir melhor o gosto dos alimentos (e usar menos sal na alimentação) é fundamental. O mesmo se aplica à diabetes, em relação ao açúcar. Mais crítico ainda é porque diversos trabalhos realizados por pneumologistas internacionais mostram que a porção posterior é um depósito de bactérias patogênicas ao pulmão e sistema respiratório e elas são um presságio das nefastas pneumonias, uma das doenças de maior mortalidade entre os idosos avançados e/ou acamados.
BRASIL TEM 24,6 MILHÕES DE FUMANTES, REVELA IBGE
ASSPREVISITE /AGÊNCIA BRASIL / IMIRANTE - Por Isabela Vieira
Cerca de 24,6 milhões de brasileiros com mais de 15 anos são fumantes. A maioria é de homens, tem entre 25 e 44 anos, é preta ou parda, vive em áreas rurais, predominantemente na Região Sul e não tem a intenção de largar o hábito no curto prazo.As informações são da Pesquisa Especial do Tabagismo, divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma publicação inédita que usou metodologia internacional com objetivo de auxiliar em políticas de combate ao fumo. A pesquisa foi feita com os dados do Ministério da Saúde e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), .De acordo com o documento, os fumantes no país gastam, em média, R$ 78 por mês com o vício. Cerca de 87% fumam regularmente, consomem entre 15 e 24 unidades por dia e o primeiro cigarro costuma ser acesso entre os seis e 30 minutos depois de acordar.A maioria começou a fumar entre 17 e 19 anos. Atualmente, a faixa de 25 e 44 anos concentra 42% do percentual de fumantes e o número de homens é o dobro do de mulheres. Em 2008, eles somavam 14,8 milhões de fumantes (21,6% da população masculina) e as mulheres eram 9,8 milhões (13,1% das mulheres). Quanto à raça, predominam pretos (19%) e pardos (15,3%).De acordo com o nível de instrução, as proporções mais expressivas de fumantes estavam entre aqueles sem nenhum tipo de estudo ou com pelo menos um ano de escolarização (25,7%). Quanto à renda, 70% vivia com até um salário mínimo.De acordo com uma das responsáveis pela pesquisa, Marcia Quintslr, o fumo está ligado a fatores sócio-econômicos e não somente culturais. “Ficou claro na pesquisa que os fumantes se apresentam em maior percentual entre aqueles com menor escolaridade e rendimentos”, destacou.A Região Sul apresentou o percentual mais elevado de fumantes, 19%. Menos pessoas fumam no Centro-Oeste (16,6%) e no Sudeste (16,7%). Dos 10,4 milhões de fumantes da Região Sudeste, a maioria (20,4%) está na área rural.
PACIENTE VAI PODER FINANCIAR TRATAMENTO NO DENTISTA
ASSPREVISITE / JORNAL DA TARDE - Por Paulo Justus
Parceria entre sindicato dos dentistas e financeira vai permitir o pagamento dos procedimentos odontológicos em até 36 vezes a partir do ano que vem. Aposentados terão a opção do crédito consignado, com taxas de juros menoresA facilidade do crédito deve deixar muita gente de boca aberta no ano que vem. A partir de janeiro, os 60 mil dentistas do Estado de São Paulo vão ter a oportunidade de financiar o tratamento de seus pacientes em até 36 meses, com a parceria entre o Sindicato dos Odontologistas do Estado de São Paulo (Soesp) e a financeira OdontoFin. Com isso, os profissionais esperam ampliar o número de clientes atendidos nos consultórios e permitir que mais pessoas tenham acesso a tratamentos complexos que ainda não são cobertos pelos planos de saúde odontológicos.Os detalhes dos financiamentos ainda vão ser acertados até o lançamento oficial da parceria, marcado para 14 de dezembro. De acordo com o Soesp, será possível parcelar os pagamentos em até seis vezes com desconto direto em folha de pagamento para as empresas, associações ou sindicatos que tenham convênio com a Caixa Econômica Federal. Para financiamentos mais longos, a OdontoFin vai intermediar a modalidade de Crédito Direto ao Consumidor em até 36 meses. Para aposentados, a financeira vai operar na modalidade de crédito consignado, com juros menores. “Normalmente os procedimentos odontológicos financiados custam R$ 1,5 mil”, diz Gil Fonseca Barison, sócio da OdontoFin.Para o dentista Dirceu Vieira, a possibilidade de financiamento vai possibilitar que tratamentos que antes eram feitos em partes, por causa do alto custo, sejam feitos de uma vez só. “É comum que os pacientes não façam os tratamentos grandes de uma vez, por causa da parte financeira”, diz. Os procedimentos mais caros, segundo ele, chegam a custar o mesmo que um carro popular.Outra vantagem para os pacientes é ter mais condições para pagar alguns procedimentos não cobertos pelos planos odontológicos. “A grande maioria dos planos não cobre restaurações com placas de porcelana, por exemplo, nem coroas estéticas que não usam metal”, diz Vieira.Para o presidente do sindicato, Pedro Petrere, a modalidade de financiamento vai possibilitar também ao dentista que aumente a proporção de clientes particulares. “Assim ele pode obter uma renda melhor, já que os planos odontológicos estão pagando cada vez menos”, diz.O financiamento terceirizado retira do dentista os riscos em cima do calote dos clientes e também o desgaste que a cobrança causa. “Quando exercida de forma veemente, a cobrança pode afastar clientes e parentes deles”, diz Barison, da OdontoFin. Para a dentista Hideko Oda, o convênio resolve um problema de gestão comum a vários consultórios. “O dentista é um profissional técnico, que normalmente não aprende a gerir uma empresa”, diz ela.Com o aumento da renda da população, a procura por tratamento odontológico tem crescido rapidamente nos últimos anos. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que a receita das operadoras exclusivas de planos odontológicos foi de R$ 1,2 bilhão em 2008, um crescimento de 8,3% em relação a 2007. Parte desse crescimento se deve justamente à dificuldade de se pagar um dentista particular, de acordo com o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog), Carlos Squillaci. “O brasileiro não tem condição de pagar um dentista particular, então paga o plano”, diz. Segundo ele, o baixo valor dos planos, em torno de R$ 10 e R$ 15 é o que mais estimula o crescimento do setor.Squillaci acredita que os planos de saúde odontológicos não devem sofrer concorrência do sistema de financiamento que será oferecido pelo sindicato. “Não creio que os dentistas achem que os preços pagos são baixos, até porque 60% dos dentistas do País são credenciados a algum tipo de plano”, informa. Ele acrescenta que os pacientes devem tomar cuidado caso os financiamentos sejam vendidos como planos de saúde.O diretor de normas e habilitações de operadoras da ANS, Alfredo Cardoso, diz que o financiamento odontológico, caso seja destinado a parcelar um tratamento específico é permitido. “O dentista é um profissional liberal que pode oferecer o financiamento ao consumidor”, diz.
Parceria entre sindicato dos dentistas e financeira vai permitir o pagamento dos procedimentos odontológicos em até 36 vezes a partir do ano que vem. Aposentados terão a opção do crédito consignado, com taxas de juros menoresA facilidade do crédito deve deixar muita gente de boca aberta no ano que vem. A partir de janeiro, os 60 mil dentistas do Estado de São Paulo vão ter a oportunidade de financiar o tratamento de seus pacientes em até 36 meses, com a parceria entre o Sindicato dos Odontologistas do Estado de São Paulo (Soesp) e a financeira OdontoFin. Com isso, os profissionais esperam ampliar o número de clientes atendidos nos consultórios e permitir que mais pessoas tenham acesso a tratamentos complexos que ainda não são cobertos pelos planos de saúde odontológicos.Os detalhes dos financiamentos ainda vão ser acertados até o lançamento oficial da parceria, marcado para 14 de dezembro. De acordo com o Soesp, será possível parcelar os pagamentos em até seis vezes com desconto direto em folha de pagamento para as empresas, associações ou sindicatos que tenham convênio com a Caixa Econômica Federal. Para financiamentos mais longos, a OdontoFin vai intermediar a modalidade de Crédito Direto ao Consumidor em até 36 meses. Para aposentados, a financeira vai operar na modalidade de crédito consignado, com juros menores. “Normalmente os procedimentos odontológicos financiados custam R$ 1,5 mil”, diz Gil Fonseca Barison, sócio da OdontoFin.Para o dentista Dirceu Vieira, a possibilidade de financiamento vai possibilitar que tratamentos que antes eram feitos em partes, por causa do alto custo, sejam feitos de uma vez só. “É comum que os pacientes não façam os tratamentos grandes de uma vez, por causa da parte financeira”, diz. Os procedimentos mais caros, segundo ele, chegam a custar o mesmo que um carro popular.Outra vantagem para os pacientes é ter mais condições para pagar alguns procedimentos não cobertos pelos planos odontológicos. “A grande maioria dos planos não cobre restaurações com placas de porcelana, por exemplo, nem coroas estéticas que não usam metal”, diz Vieira.Para o presidente do sindicato, Pedro Petrere, a modalidade de financiamento vai possibilitar também ao dentista que aumente a proporção de clientes particulares. “Assim ele pode obter uma renda melhor, já que os planos odontológicos estão pagando cada vez menos”, diz.O financiamento terceirizado retira do dentista os riscos em cima do calote dos clientes e também o desgaste que a cobrança causa. “Quando exercida de forma veemente, a cobrança pode afastar clientes e parentes deles”, diz Barison, da OdontoFin. Para a dentista Hideko Oda, o convênio resolve um problema de gestão comum a vários consultórios. “O dentista é um profissional técnico, que normalmente não aprende a gerir uma empresa”, diz ela.Com o aumento da renda da população, a procura por tratamento odontológico tem crescido rapidamente nos últimos anos. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que a receita das operadoras exclusivas de planos odontológicos foi de R$ 1,2 bilhão em 2008, um crescimento de 8,3% em relação a 2007. Parte desse crescimento se deve justamente à dificuldade de se pagar um dentista particular, de acordo com o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog), Carlos Squillaci. “O brasileiro não tem condição de pagar um dentista particular, então paga o plano”, diz. Segundo ele, o baixo valor dos planos, em torno de R$ 10 e R$ 15 é o que mais estimula o crescimento do setor.Squillaci acredita que os planos de saúde odontológicos não devem sofrer concorrência do sistema de financiamento que será oferecido pelo sindicato. “Não creio que os dentistas achem que os preços pagos são baixos, até porque 60% dos dentistas do País são credenciados a algum tipo de plano”, informa. Ele acrescenta que os pacientes devem tomar cuidado caso os financiamentos sejam vendidos como planos de saúde.O diretor de normas e habilitações de operadoras da ANS, Alfredo Cardoso, diz que o financiamento odontológico, caso seja destinado a parcelar um tratamento específico é permitido. “O dentista é um profissional liberal que pode oferecer o financiamento ao consumidor”, diz.
CONAR ADVERTE PROPAGANDA DE CLAREADOR DE DENTES
GUIA DENTAL
Atendendo solicitação da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) divulgou ofício em que recomenda a readequação dos anúncios do Gel Clareador Extra White, que não fazem referência à importância do acompanhamento profissional no processo de clareamento dental, entre outras irregularidades, segundo dentistas.O clareamento dental, procedimento odontológico que, se realizado sem o acompanhamento do cirurgião-dentista, pode causar sérios danos à saúde bucal, vinha sendo anunciado irregularmente na mídia nacional a despeito dos alertas emitidos pela ABO e de resolução do Conar, que, em agosto de 2007, sob orientação da entidade odontológica, determinou a readequação da campanha publicitária.RiscoNo parecer oficial emitido anteriormente, o Conar recusou a argumentação do denunciado, alegando que a inserção da frase “o dentista deve ser consultado regularmente” é “absolutamente insuficiente para indicar a necessidade de acompanhamento odontológico para o tratamento de clareamento, expondo os consumidores a risco”.No novo parecer, o Conar volta a reprovar o anúncio, advertindo os responsáveis.Contra-indicaçõesO parecer original do Conar também chamou a atenção para outra irregularidade dos anúncios, a lista de contra-indicações: “Ao se analisarem as contra-indicações, é fácil perceber que uma pessoa leiga dificilmente estaria habilitada a discernir se a sua condição permitiria o uso do produto ou não”.Segundo a campanha publicitária, o Gel Clareador Extra White não é indicado a “pessoas portadoras ou com pré-disposição ao câncer, com patologias periodontais, dentes sensíveis, problemas gástricos, reação alérgica aos componentes do produto, colo exposto por retração gengival, rizogênese incompleta (idade menor que 17 anos), em uso de medicamentos a base de sulfato ferroso e minociclina e que apresentem fraturas nos elementos dentais ou com desgaste incisal pronunciado”.Em face das argumentações da ABO e das conclusões do Conselho Superior do Conar, o relator do processo, Flávio Vormittag, entendeu que “estão evidenciadas infrações ao Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária”. Desta forma, o Conar determinou a readequação dos anúncios, “de forma a deixar claro para o consumidor que o produto somente pode ser utilizado sob a orientação e acompanhamento de cirurgião-dentista”.VigilânciaNão é a primeira vez que o Conar atende a uma solicitação da ABO pela readequação de anúncio publicitário contrário à promoção da saúde bucal. Em 2005, a entidade conseguiu exigiu providências do órgão quanto a propaganda de TV da Coca-Cola que mostrava uma jovem abrindo uma garrafa de refrigerante com os dentes. Em ofício enviado ao Conar, a ABO explicou os sérios danos que esse movimento pode causar à saúde bucal, e que o comercial poderia estimular os telespectadores, especialmente crianças, a fazer igual.O Conar atendeu o pedido e suspendeu a propaganda, e a Coca-Cola a retirou do ar. A notícia foi divulgada pela assessoria de imprensa da ABO e teve muita repercussão na grande mídia nacional.
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