sexta-feira, 27 de novembro de 2009

MAIS DE 60% DAS CRIANÇAS DE ATÉ 5 ANOS TÊM CÁRIE

MAIS DE 60% DAS CRIANÇAS DE ATÉ 5 ANOS TÊM CÁRIE
PORTAL DENTAL PRESS
27/11/2009
Balas, chocolates, salgadinhos... Apesar de frequentes na alimentação da maioria das crianças, é sabido que esses alimentos ricos em sacarose podem provocar as temidas cáries dentárias. O que muitos não sabem, porém, é que a cárie é uma doença infecciosa que pode ser transmitida pelo contato da saliva, seja através do beijo, da tosse, por comer no mesmo talher ou até mesmo no ato da mãe soprar a papinha do bebê
As mães têm papel importantíssimo na prevenção das cáries em crianças de até cinco anos de idade. Logo na sexta semana de vida intrauterina já se inicia a formação dos dentes decíduos (de leite) e a dieta da mãe nesse período influenciará na formação dentária. Após o nascimento do bebê, esse cuidado ainda permanece.
Além dos benefícios imunológicos já conhecidos do leite materno, a amamentação também contribui para a proteção dos dentes que devem começar a surgir na boca por volta dos seis meses de vida do bebê. "A força e os movimentos realizados pela criança durante o ato de sugar o leite da mãe são um excelente exercício para o desenvolvimento ósseo e muscular da face. Estudos apontam que a prevalência da cárie dentária é menor quando há maior duração do período de amamentação, principalmente por conta das chamadas cáries de mamadeira", explica a diretora da Medial Odonto, Cássia Gil.
A partir do sexto mês de vida, são introduzidos outros alimentos na dieta do bebê e os pais devem se atentar em relação
à higiene bucal e qualidade da alimentação dos filhos, pois dados do Ministério da Saúde apontam que 27% das crianças de 18 a 36 meses têm cárie. "Se a criança mostra interesse, mas não apresenta coordenação motora suficiente para fazer a escovação sozinha, deixe que ela comece e você finaliza", ensina Cássia Gil.
A especialista alerta: A cárie pode ser prevenida com uma dieta balanceada, tanto na qualidade como na freqüência dos alimentos ingeridos, e com uma adequada higiene bucal. O consumo exagerado de açúcar pode afetar não só a saúde bucal, mas também a saúde integral, acarretando problemas como diabetes, obesidade, aumento da pressão arterial, labirintite e agravamento das doenças crônicas, entre outros problemas.
A Dra. Cássia Gil dá dicas para escovação e prevenção da cárie em crianças:
Como escovar
· Ao contrário do que muita gente pensa, a melhor posição não é na frente da criança e sim atrás dela, com a cabeça apoiada no corpo do adulto.
· Afaste os lábios e as bochechas com uma mão e escove os dentes com a outra.
· A tendência é sempre escovar somente a parte que se usa para mastigar, mas lembre-se das partes voltadas para a língua e as voltadas para a bochecha.
· A escovação deve ser feita após as principais refeições e a ingestão de doces, sendo a noturna a principal delas.
Outras dicas para prevenir
· Evite dieta rica em açúcar (principalmente na refeição noturna).
· Não adicione açúcar ou achocolatado nas mamadeiras e realize a higiene bucal na criança após a última mamadeira antes de dormir.
· Supervisione a escovação; principalmente nas crianças que ainda não têm coordenação motora para fazer a higiene bucal adequadamente.
· Supervisione a dieta alimentar da criança e opte por lanches mais saudáveis, ricos em nutrientes e fibras, como: frutas, queijos, pipoca, amendoim e balas ou chicletes adoçados com substâncias que substituam o açúcar.
· Incentive a criança a freqüentar o dentista periodicamente.
· Use dentifrícios fluoretados de acordo com a recomendação do dentista.

CRESCE A PROCURA POR APARELHOS ORTODÔNTICOS

CRESCE A PROCURA POR APARELHOS ORTODÔNTICOS
PORTAL DENTAL PRESS
27/11/2009
Sendo a única solução estética de corrigir a posição dos dentes, e conseguir ter aquele sorriso ‘dos sonhos’, a utilização de um aparelho ortodôntico tem sido considerado um ‘boom’ por ortodontistas em Alagoas, especialmente após a facilitação no acesso à utilização deste tipo de serviço. Mesmo cerca de 10 anos depois da abertura dos tratamentos ortodônticos às diversas camadas sociais, dentistas asseguram que esta “moda” continua em alta.
De acordo com o ortodontista George Saldanha, um dos fatores que levaram o tratamento a se tornar mais acessível foi a redução no custo dos materiais utilizados. “Antes, todos os materiais eram importados, e isso tornava tudo mais caro. Hoje há produção de materiais nacionais, que são bem mais baratos, embora tenham qualidade inferior”, esclarece o dentista. Já o que faz tantas pessoas precisarem conviver com este ‘utensílio’, segund
o o especialista, pode ser explicado por vários fatores: “Este mal posicionamento no dente pode ser ocasionado por, desde problemas respiratórios, até alguns vícios, como morder tampa de caneta. Tudo isso prejudica a dentição”.
Saldanha conta que a novidade é o número crescente de clientes adultos. “Antes isso era apenas coisa de jovem. Hoje há uma procura maior por parte dos adultos, que procuram melhorar sua auto-estima. Vemos que muitos deles têm vergonha de sorrir, de falar olhando de frente”, afirma. “Mas é importante lembrar que aparelho não é apenas uma questão estética. Há uma série de particularidades, como a funcionalidade. A melhoria na posição dos dentes torna-os também mais saudáveis”, assinalou.
População tem tido mais acesso aos aparelhos; ferramentas já são fabricadas no Brasil
E é justamente pensando em algumas particularidades, que o ortodontista atenta para alguns cuidados na hora de procurar um tratamento dentário. “Recomendo que conheça o dentista, ou que seja recomendado por um amigo ou alguém que já tenha sido tratado por ele, para que sinta segurança durante todo o processo”, alertou. “Muitas pessoas já chegam ao dentista com a idéia certa de que querem usar aparelho, porque acham bonito e pronto. Vai da ética de cada profissional fazer com que o paciente desista da idéia, caso não seja necessário, ou não seja naquele momento”, exemplifica.
Ao anunciar a um paciente de sua necessidade de utilizar aparelhos, segundo Saldanha, a resposta é quase sempre positiva. ”Muitas pessoas, ao me procurarem para um tratamento, pensam que já irão colocar o aparelho, ficam ansiosos, e até se frustram, quando veem que ainda terão que voltar numa próxima data”, cita o dentista. Esta ansiedade é bastante lembrada pela estudante Amanda Gabriela, que, aos nove anos, descobriu que precisaria utilizar aparelho de dentes.
Amanda diz ter adorado o início do tratamento; tempos depois, confessou que o que mais queria era terminá-lo
“Quando comecei a fazer o tratamento, o aparelho ainda não era usado por muita gente. Era tudo novidade para mim. Eu fiq
uei super empolgada quando soube que teria que usar e, sempre que chegava ao dentista e tinha que fazer alguma outra coisa que não fosse colocar o aparelho, a expectativa era ainda maior”, relatou. No entanto, toda essa ansiedade não durou muito tempo. “Logo quando comecei a usar, vi que não tinha nada de legal e, um mês depois, tudo o que eu queria era tirar”.
Entre todas as dificuldades enfrentadas pela estudante, que exibiu um sorriso metálico por quase cinco anos, a maior delas foi o momento ‘pós-manutenção’. “Eu tinha que ir ao dentista de 15 em 15 dias, e sempre voltava com muita dor de dente, não conseguia mastigar direito e me machucava muito”, recordou. “Uma das coisas legais era a troca de borrachinhas coloridas. Disso sim, eu gostava”, afirmou.
Sarmento explica que problemas respiratórios e até vícios como morder caneta levam pessoas a necessitar do tratamento
Essa reversão de ansiedades, segundo George, é comum entre os pacientes, o que acaba por gerar um outro problema: tratamentos abandonados pela metade. “Muitas pessoas não conseguem ver um resultado rápido e acabam desistindo. Outras vêem os dentes já bem posicionados, acreditam que está tudo bem e querem tirar o aparelho. Isso tudo é muito comum”, revelou. “É um desafio que as pessoas estejam conscientes de que precisam levar o tratamento até o fim para ter um resultado realmente positivo”, orientou.
E foi isso o que, aos trancos e barrancos, Amanda conseguiu. “Foi um alívio. Hoje sinto que o sorriso sai mais leve e até natural. Com certeza, melhora bastante a auto-estima”, garante. Já o ortodontista George Saldanha aconselha a todos os ‘sorrisos metálicos de plantão’ que tenham seriedade e determinação para concluir todo o período necessário de tratamento. “Sempre quando concluído o tratamento com o aparelho fixo, é importante que se utilize o aparelho de contenção para evitar que os dentes voltem a se posicionar de forma errada”.

PRÁTICA DE AUTOMEDICAÇÃO E CASOS DE DOR DE DENTE É COMUM

PRÁTICA DE AUTOMEDICAÇÃO E CASOS DE DOR DE DENTE É COMUM
CAPIXABÃO / AGÊNCIA NOTISA
27/11/2009
Pesquisa realizada no Recife (PE) mostra que a maioria dos farmacêuticos não se preocupa em pedir a prescrição médica, principalmente aqueles com maior tempo de trabalho na área e menor qualificação profissional.
A dor exerce um impacto tão grande em uma pessoa, que, muitas vezes, a leva a se automedicar. Levando em consideração que a dor de dente é uma das mais prevalentes entre a população e também uma das mais incômodas, Flávia Duarte e equipe da Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado de Pernambuco resolveram avaliar os fatores associados à automedicação relacionados à dor de dente, de modo a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.
Para tanto, os pesquisadores analisaram o nível de conhecimento dos profissionais de farmácias do Recife (PE) sobre a automedicação relacionada à dor de dente. Foram entrevistados 179 profissionais em 120 estabelecimentos visitados. Os dados foram coletados através de questionário. De acordo com artigo publicado na edição de abril de 2008 da revista Ciência & Saúde Coletiva, “em países desenvolvidos, os rígidos controles estabelecidos pelas agências reguladoras e o crescente envolvimento dos farmacêuticos com orientaçã
o dos usuários de medicamentos tornam menos problemática a prática da automedicação. Já no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (ABIFARMA), cerca de 80 milhões de pessoas são adeptas da automedicação”.
Os resultados mostram que 67,0% dos entrevistados atenderam pessoas que relataram dor facial nos últimos seis meses, sendo que 91,6% relataram dor de dente. Os especialistas observaram ainda que 83,7% dos homens e 73,3% das mulheres indicaram medicamentos sem prescrição e que os profissionais com 2º grau indicam mais medicamentos sem prescrição para pacientes com dor de dente. “Ficou evidenciado que o tempo de atividade no setor e a formação do profissional são fatores que podem contribuir para o aumento da automedicação, tendo sido demonstrado que quanto maior o tempo de trabalho na área e menor a qualificação profissional, maior o percentual de indicação de medicamentos sem prescrição”, afirmam no artigo.
Segundo os pesquisadores, o impacto da dor de dente na utilização de medicamentos reforça a necessidade de informar a população sobre o uso adequado destes medicamentos. “Este trabalho demonstrou a importância de serem planejadas ações de promoção de saúde bucal que envolvam os profissionais da área de dispensação de medicamentos, pois dado a grande falta de acesso aos serviços odontológicos da população brasileira, principalmente entre os 20% mais pobres e que estão na faixa etária de 20-49 anos, estes profissionais podem se constituir em importantes agentes promotores da saúde bucal”, ressaltam.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

POUCOS PROFISSIONAIS SÃO HABILITADOS EM LASERTERAPIA

PORTAL OPEN

Para ser um profissional habilitado é necessário participar de um curso de 60 horas em instituições credenciadasApós quase um ano de regulamentação das práticas integrativas e complementares à saúde bucal, poucos profissionais estão dentro das exigências do CFO para praticar legalmente a laserterapia.“O profissional que estiver praticando a laserterapia sem a devida habilitação e causar alguma iatrogênia em seu paciente estará incorrendo em uma infração ética perante o CFO e ainda poderá responder criminal e civilmente por este ato, pois não tinha conhecimento nem habilitação para tal. É como dirigir sem estar devidamente habilitado”, argumenta Fabiano de Mello, doutor em Dentística pela Universidade de São Paulo (USP).Para ser um profissional habilitado é necessário participar de um curso de 60 horas em instituições credenciadas pelo próprio órgão de classe.

ENXAGUATÓRIO BUCAL INCORPORA AÇÃO DO ALECRIM-DO-CAMPO

PORTAL OPEN

As propriedades anti-microbianas do alecrim-do-campo estão presentes em um novo enxaguatório bucal desenvolvido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. O produto, em fase de registro de patente, já foi aprovado em testes clínicos que mostraram sua eficácia no controle do biofilme dental bacteriano, ajudando a evitar cáries.A base do produto são o extrato e o óleo essencial das folhas da planta Baccharis dracunculifolia, mais conhecida como alecrim-do-campo ou vassoura. “Já era conhecida a atividade anti-microbiana do extrato frente aos fatores cariogênicos de Streptococcus mutans, um dos principais microorganismos responsáveis pela formação da cárie”, conta o farmacêutico Mateus Freire Leite, responsável pela pesquisa. “O objetivo do estudo era desenvolver uma formulação de enxaguatório bucal que pudesse veicular o extrato”.No trabalho, verificou-se que o extrato de alecrim-do-campo era pouco solúvel em água, inviabilizando, assim, a obtenção de uma solução aquosa simples. “Por isso, foi desenvolvido um sistema microemulsionado, no qual o óleo e o extrato foram dispersos no meio aquoso e estabilizados com uma mistura de tensoativo e co-tensoativo, gerando partículas de poucos nanômetros de diâmetro”.EficiênciaO extrato e o óleo foram associados ao fluoreto de sódio, substância utilizada como fonte de íons fluoreto com ação preventiva na formação da cárie dentária, além de outros componentes, para obtenção do enxaguatório bucal. “Os testes apontaram boa atividade antimicrobiana e baixa toxicidade”, destaca Leite. “Este produto é desprovido de propriedades de manchamento dos dentes, sendo clinicamente aceitável”.A pesquisa de doutorado do farmacêutico teve orientação do professor Augusto César Cropanese Spadaro, da FCFRP. “O grupo de pesquisa do professor já havia atestado, em um trabalho anterior, a atividade anti-cariogênica do extrato de alecrim-do-campo, comparando-a com a ação anti-microbiana da própolis verde, uma vez que a Baccharis dracunculifolia é uma das principais fontes botânicas da própolis verde produzida no Sudeste do Brasil”, relata o pesquisador.A formulação também passou por testes clínicos na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, onde foi avaliado em seres humanos e comparado com outras duas marcas de enxaguatório existentes no mercado. “O produto mostrou ser eficiente”, diz o pesquisador. “Ele possui uma coloração esverdeada, de clorofila, e o aroma lembra o do alecrim”. Os testes clínicos foram realizados pelo grupo de pesquisa do professor Vinícius Pedrazzi, da FORP.De acordo com o farmacêutico, o produto já teve a patente requerida junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). “É uma tecnologia que está apta a ser transferida à qualquer empresa que tenha interesse em colocar o produto no mercado”, salienta.Mais informações: mateusfl@uol.com.br

ODONTOLOGIA NA TV VAI AO AR NO CANAL 6, DA NET (TVC)

JORNAL DO SITE ODONTO

O Programa Odontologia na TV, viabilizado pelo Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO-RJ) em parceria com a ABO/RJ, aborda além de diversos assuntos ligados à Odontologia, outros temas de interesse dos profissionais da área de saúde e da população em geral.Por meio de entrevistas, profissionais da Odontologia discutem assuntos como materiais usados nos tratamentos dentários, técnicas avançadas, novos equipamentos; projetos de lei e perspectivas para o futuro da profissão.O TV Odonto é apresentado todas às sextas-feiras, das 9h30 às 10h30 no canal 6, da Net (TVC), e reprisado aos sábados, às 16 horas, e, também pode ser assistido ao vivo pela internet, no do site da emissora TVC (www.tvcrio.org.br). A programação da semana pode ser conferida no site www.tvodonto.com.As dúvidas dos telespectadores podem ser enviadas por cartas para a Rua Joaquim Silva, 56 - 9º andar, CEP 20241-110 – Lapa, Rio de Janeiro (RJ).Sugestões sobre temas podem ser feitas pelos telefones (+21)3681-7664/9972-7922.

ESTÉTICA EM PRÓTESE SOBRE IMPLANTE É TEMA DE PALESTRA GRATUITA DO SENAC

JORNAL DO SITE ODONTO

O Centro Universitário Senac realiza, às 19 horas da próxima terça-feira (1º/12), no auditório da unidade Tiradentes (Av. Tiradentes, 822, Luz), a palestra Estética em Prótese sobre Implante – Protocolo Clínico, ministrada pelos cirurgiões-dentistas Oswaldo Scopin de Andrade e Sérgio Siqueira. A inscrição é gratuita e pode ser feita no site www.sp.senac.br/odonto.O palestrante Oswaldo Scopin de Andrade é doutor em Clínica Odontológica com ênfase em Prótese Dental pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e clinical fellow em Odontologia Restauradora pela Universidade de Nova York; Sérgio Siqueira é mestre em Implantodontia, pela Universidade de Santo Amaro (Unisa) e especialista em Periodontia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).A palestra marca o lançamento da especialização em Prótese Dentária do Centro Universitário Senac. Os participantes também poderão obter informações sobre os outros cursos de pós-graduação que a instituição oferece na área, como Implantodontia, Ortodontia, Periodontia, Endodontia e Odontologia Estética. As inscrições para pós-graduação estão abertas até o próximo dia 24 de fevereiro.Mais informações: (+11) 3336.2071/2073