sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

GRAVIDEZ SAUDÁVEL REQUER PRÉ-NATAL ODONTOLÓGICO

CAPIXABÃO

Acompanhamento do dentista durante a gestação colabora para o bem-estar da mãe e do bebê.BRASÍLIA - A assistência odontológica também deve fazer parte do pré-natal da gestante. Esse novo conceito foi introduzido no Brasil, na segunda metade dos Anos 90, a partir de estudos desenvolvidos pela Universidade de São Paulo."É fundamental que o acompanhamento odontológico faça parte do pré-natal" defende a odontopediatra Liliane Narciso, que em 18 anos de atuação profissional especializou-se no tratamento de bebês, adolescentes e gestantes. "A visita ao dentista é muito importante durante a gestação porque as carências nutricionais, infecções e uso de determinados medicamentos podem acarretar problemas no desenvolvimento normal dos dentes do bebê" defende Narciso.Cuidados essenciais"A preocupação com a saúde bucal da criança começa quando ela ainda está no ventre materno, com a alimentação adequada da mãe, uma vez que todo o cálcio empregado na formação óssea do bebê provêm dos alimentos ingeridos por ela", destaca Liliane. Problemas com os dentes e as gengivas da gestante indicam que alguma coisa não vai bem. E se a saúde da mãe não está em perfeitas condições, a formação dos dentes do bebê, que começa por volta dos 5º mês de gestação, pode ficar comprometida.Na primeira consulta com a futura mamãe, Liliane faz uma limpeza nos dentes da gestante e fornece orientações sobre a higiene bucal do bebê e algumas dicas de amamentação. Também aproveita esse contato para falar da importância de criar hábitos de higiene saudáveis nos filhos, principalmente, no que diz respeito a escovação e ao consumo de alimentos ricos em açúcar.Na segunda visita, geralmente marcada para três meses depois, ou assim que se encerra o segundo trimestre da gravidez, Liliane reforça a importância da amamentação e da prevenção de problemas na arcada dentária do bebê. É neste momento, que a odontopediatra repassa as primeiras dicas sobre a higienização bucal do nenê que está prestes a chegar."Toda futura mãe segue a orientação de especialistas para manter a sua saúde e a do bebê em perfeitas condições. O pré-natal odontológico é um processo simples que representa mais qualidade de vida para a mãe e para o filho, tanto durante a gestação, quanto para a vida toda" defende Liliane.

PLANTAS NATIVAS DA REGIÃO NORTE SÃO NOVAS ALTERNATIVAS DE ENXAGUANTES BUCAIS


PORTAL DENTAL PRESS

Os brasileiros estão ficando cada vez mais adeptos aos enxaguantes bucais e isso tem feito com que especialistas produzam novas alternativas do produto, que tem o objetivo de evitar o desenvolvimento de cáries e placas nos dentes.A novidade agora é que universidades brasileiras estão descobrindo em plantas nativas um antisséptico bucal feito a partir da espécie popularmente conhecida como alecrim-do-campo ou vassourinha.Esta inovação é porque a planta apresenta várias características que conferem ao produto algumas vantagens em relação às marcas disponíveis atualmente no mercado, pois propicia um sabor menos forte, baixa toxicidade e ausência de efeitos como adormecimento da língua e ardência na boca.“Universidades do país desenvolvem antissépticos bucais a partir do alecrim-do-campo e do bacupari, fruta abundante na Região Norte”, ressalta a dentista, Christiane Toriy.Esta outra planta (fruta) citada pela dentista é rica em uma substância denominada 7 – epiclusianoma, que é capaz de impedir o crescimento de bactérias que atacam os dentes. Vale ressaltar que a maioria das substâncias que pode virar remédio está em baixíssimas concentrações nas plantas – média de 50 mg para cada quilo da planta seca.

HIGIENIZAÇÃO BUCAL: CUIDADOS DEVEM COMEÇAR NA INFÂNCIA


GUIA DENTAL

A prática da escovação e limpeza dos dentes é um cuidado que deve começar ainda na infância, para que se torne hábito entre as pessoas. Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde aponta que a maioria da população não sabe e não têm o hábito de escovar os dentes e utilizar o fio dental.Os resultados da pesquisa apontam que 60% das crianças com até cinco anos de idade têm cárie e que apenas 55% dos adolescentes possuem todos os dentes. Além disso, o problema pode se agravar na idade adulta. O mesmo estudo revelou que menos de 23% dos adultos e menos de 8% dos idosos têm gengivas saudáveis.Especialistas na área afirmam que esses são problemas que podem ser evitados, desde que as pessoas escovem os dentes corretamente e que visitem o dentista periodicamente. Com o objetivo de ajudar as pessoas a cuidarem de sua higiene bucal, a Gift do Brasil – empresa especializada em oral care – desenvolveu estojos exclusivos para transportar e proteger os produtos de higienização (escova, creme e fio dental) com segurança e praticidadeSegundo o presidente da empresa, Nilson Souza, os estojos são patenteados e surgiram para que as pessoas possam utilizar os produtos em qualquer lugar. “Os restos de alimentos que ficam entre os dentes podem ocasionar vários problemas, desde a cárie até uma doença mais séria como a gengivite. Por isso, é indicado escovar os dentes após cada refeição e, sabendo que grande parte das pessoas faz as refeições fora de casa, desenvolvemos os estojos para serem carregados e utilizados em qualquer lugar, garantindo uma higienização bucal saudável e segura”, destaca.Os estojosDe acordo com a Associação Brasileira de Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos – Abihpec (2008), o Brasil é o segundo maior mercado de produtos de higiene oral do mundo, com uma participação de 9,2%, perdendo apenas para os Estados Unidos. A Gift do Brasil é uma das grandes empresas que faz parte dessa fatia do mercado e conta com um amplo mix de produtos. Todos os estojos da empresa são patenteados e desenvolvidos para todos os tipos de público, desde o infantil até o adulto.O lançamento mais recente é Gift Floss, o único estojo com escova, creme de dente e fio dental acoplado à tampa. Um dos detalhes é que os estojos podem ser personalizados, de acordo com a necessidade e criatividade de cada cliente.

TECNOLOGIA NOS CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS


PORTAL DENTAL PRESS

A tecnologia chegou aos consultórios odontológicos e já é uma das principais aliadas dos cirurgiões-dentistas na hora de elaborar tratamentos ou planejar cirurgias. O uso de imagens geradas por Tomografia Computadorizada (TC) ganha o espaço das radiografias e fornece material capaz de gerar modelos tridimensionais em tamanho real dos dentes, ossos e estruturas associadas.O uso da tomografia para a confecção de protótipos é uma inovação na Ortodontia trazida pelo doutor Jorge Faber. Ele explica que a técnica já é conhecida da medicina, mas na odontologia o método ainda é novo. “Ainda há muita resistência por parte dos profissionais, já que a técnica exige amplo conhecimento em informática e muitos não têm este treinamento”, avalia.Faber ressalta a qualidade dos protótipos confeccionados a partir de imagens de Tomografia Computadorizada. “A reprodução das imagens da tomografia nos modelos de prototipagem, em resina, tem distorção mínima. A semelhança ao corpo do paciente é de 99%”, ressalta. A qualidade é tamanha que até outras deficiências ou disfunções na região da face podem ser observadas. “Em um destes processos, diagnosticamos um tumor na mandíbula de uma paciente”, conta o ortodontista.Os modelos de protótipos ajudam na comunicação com o paciente. “Com o protótipo fica mais fácil explicar como será o procedimento”, conta o ortodontista Jorge Faber. Além disso, é possível planejar cirurgias ortognáticas, por exemplo. Com o tratamento individualizado, o tempo do procedimento é reduzido em até 50%. “A rapidez no processo cirúrgico influencia o pós-operatório, que passa a ser menos incômodo e com menos riscos de infecções”, conclui.O uso de protótipos para diagnóstico otimiza o planejamento de tratamentos ortodônticos, com modelos capazes de eliminar a imagem do osso. No caso de dentes inclusos, que atingem 2,2% da população mundial, o protótipo indica ao dentista a exata posição do dente e o seu relacionamento com o osso e com outros dentes.A prototipagem permite criar acessórios e dispositivos de ancoragem esquelética individualizados de acordo com a necessidade de cada paciente e seguindo a sua anatomia. O tracionamento ou avanço da maxila, por exemplo, pode ser realizado por um processo alternativo com ancoragem esquelética, confeccionando-se placas específicas a partir dos protótipos. “Com estas pequenas placas, os impactos em outros dentes são diminuídos”, conta Faber.TécnicaPara chegar ao modelo final, em resina, o processo passa por algumas fases. Primeiro, o paciente faz a TC e, com auxílio de um programa de computador, as imagens geradas em cortes axiais de 1mm são sobrepostas, formando um modelo tridimensional virtual. Então, é possível selecionar as áreas desejadas para impressão pela densidade do tecido. “Conseguimos excluir todo o tecido mole, ficando apenas os ossos e os dentes”, explica o Dr. Faber.A impressão da imagem em três dimensões é possível graças à técnica israelense de estereolitografia, que imprime peças sólidas em resina a partir de imagens tridimensionais geradas por computador. O material é translúcido, o que facilita a visualização das estruturas anatômicas. “Pela transparência do material conseguimos ver o limite dente-osso”, conta o dentista. A confecção dos modelos é rápida, e leva cerca de 10 dias para ficar pronta.

ALERTA CONTRA TUMORES NA BOCA

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Pouco conhecido entre a população brasileira e nem sempre reconhecido por clínicos gerais e otorrinos, o câncer bucal tem feito cada dia mais vítimas no país. A doença é considerada por alguns especialistas um sério problema de saúde pública. A Agência Internacional para Pesquisas do Câncer (Iarc) alerta que o Brasil é a 4ª nação do mundo com maior incidência desse tipo de tumor, ficando atrás apenas do Paquistão, da Índia e da França.A medicina considera como câncer bucal os tumores de lábio, gengiva, língua, céu e assoalho da boca. O diagnóstico não é difícil e pode ser feito por dentistas ou médicos, mas a maioria dos pacientes chega aos oncologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço quando o mal está em estágio avançado. Fumo, álcool e descuido com a saúde bucal são os principais fatores que levam à doença. Os homens são os mais atingidos pela neoplasia. Entre eles, a incidência pode chegar a quase 20 casos para cada 100 mil habitantes em algumas regiões do Brasil, afetando principalmente aqueles de classes sociais menos privilegiadas e que normalmente têm pouco acesso aos serviços médicos.O oncologista chefe da seção de cabeça e pescoço do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Fernando Luiz Dias, explica que quando os tumores são identificados em fase inicial, a possibilidade de cura alcança os 90%. "Infelizmente, poucas vítimas do câncer de boca têm oportunidade de tratar o problema nessa fase. Oito em cada 10 pacientes que apresentam a doença em estágio avançado passaram previamente pelas mãos de médicos incapazes de identificá-la", lamenta.Feridas que não regridem com tratamentos simples, perda de sensibilidade, manchas brancas ou vermelhas na boca , dificuldade em mover a língua e mau hálito persistente são alguns dos sintomas do câncer bucal. "As manifestações são evidentes, mas as pessoas costumam ignorar os perigos e danos que uma lesão na boca pode causar. Além disso, temos carência de serviços especializados em cabeça e pescoço no Brasil", observa Dias.CansaçoA dona de casa Vilcelina Abadia Faria, 52 anos, consultou quatro médicos antes de ter o diagnóstico do câncer de língua confirmado. "Moro em Manaus, onde consultei um otorrino, um clínico geral, um dentista e um gastroenterologista, que sequer suspeitaram do câncer", desabafa. Cansada de tratar a lesão na língua com remédios para afta, que não resolviam o problema, a paciente buscou atendimento em Brasília. "Sentia muita dor no local da ferida. Um dentista diagnosticou o tumor e me aconselhou a fazer a cirurgia em São Paulo. O meu caso exigia um cirurgião plástico especialista em língua, disponível somente na capital paulista. Acredito que me curei porque tive condições de recorrer a profissionais especializados", avalia Vilcelina.Além do cigarro e da falta de higiene bucal, a doença pode ser desencadeada pelo uso de próteses dentárias mal adaptadas, que machucam cronicamente a mucosa da boca. Alimentação rica em calorias e pobre em frutas e vegetais, dentes danificados ou placas bacterianas e exposição frequente dos lábios ao sol também são fatores de risco. "A associação fumo e álcool potencializa as chances de desenvolver o câncer de boca. Cerca de 80% dos pacientes são fumantes e consumidores de álcool. Infelizmente, as autoridades sanitárias e da área de saúde não dão a devida atenção ao câncer bucal. A demora no diagnóstico resulta em maior custo do tratamento, maior ausência ao trabalho, aumento de aposentadorias e grande índice de mortalidade", alerta o dentista Frederico Salles, profissional que diagnosticou o câncer de Vilcelina.MultidisciplinarDiretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, o oncologista Luiz Paulo Kowalski explica que o tratamento é multidisciplinar. "Tumores em estágio inicial são retirados com cirurgia. Para as lesões médias e avançadas, se faz necessário complementar o procedimento cirúrgico com radio e quimioterapia. Em muitos casos, é fundamental que fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas integrem a equipe", diz o médico.Atento à evolução da doença no Brasil e no mundo, e baseado em pesquisas realizadas em diversos países, Kowalsky faz um alerta: enxaguantes bucais usados com frequência sem prescrição médica favorecem o desenvolvimento do câncer oral. "Algumas marcas do produto chegam a ter 26% de álcool. Isoladamente, o álcool não é um agente causador da doença, mas uma enzima do nosso organismo o transforma em uma substância que altera as células da boca e causa tumores. Quem puder, deve optar por enxaguantes sem álcool", aconselha o oncologista.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

AÇÚCAR NO PREPARO DA MAMADEIRA DOBRA O RISCO DE CÁRIES EM CRIANÇAS, DIZ PESQUISA


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A combinação de leite quente e colo de mãe é a receita perfeita para a hora do sono dos bebês. O hábito comum entre muitas crianças pode causar problemas à saúde. Uma pesquisa revela que açúcar na mamadeira dobra o risco de caries em crianças.O alerta saiu do laboratório da Unicamp de Piracicaba, interior de São Paulo. Durante um ano e meio, pesquisadores avaliaram como os dentes de leite reagem quando estão expostos ao leite em pó. Os resultados são preocupantes.“Tanto o leite, leite mesmo, e o leite à base de soja foram capazes de levar uma pequena perda mineral, pequena quantidade de cárie. Quando o açúcar foi adicionado, a quantidade de cárie dobrou”, disse Cinthya Machado Tabchury, orientadora da pesquisa.Como não é permitido fazer estudos com crianças, a alternativa foi usar próteses de dentes de leite em adultos. “Simulamos uma criança sem escovar os dentes, tomando leite oito vezes ao dia”, diz Anna Maria Pappa, pesquisadora.“Não precisa escovar todas as vezes que tomar a mamadeira, mas pelo menos três vezes ao dia e sempre, a mais rigorosa, ante de dormir. Se acontecer de a criança tomar a mamadeira e pegar no sono, a mãe faz uma limpeza com a criança mesmo dormindo com a escova de dente ou com um paninho e água filtrada”, diz Roberta Pimenta, dentista.

ALERTA CONTRA TUMORES NA BOCA


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Pouco conhecido entre a população brasileira e nem sempre reconhecido por clínicos gerais e otorrinos, o câncer bucal tem feito cada dia mais vítimas no país. A doença é considerada por alguns especialistas um sério problema de saúde pública. A Agência Internacional para Pesquisas do Câncer (Iarc) alerta que o Brasil é a 4ª nação do mundo com maior incidência desse tipo de tumor, ficando atrás apenas do Paquistão, da Índia e da França.A medicina considera como câncer bucal os tumores de lábio, gengiva, língua, céu e assoalho da boca. O diagnóstico não é difícil e pode ser feito por dentistas ou médicos, mas a maioria dos pacientes chega aos oncologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço quando o mal está em estágio avançado. Fumo, álcool e descuido com a saúde bucal são os principais fatores que levam à doença. Os homens são os mais atingidos pela neoplasia. Entre eles, a incidência pode chegar a quase 20 casos para cada 100 mil habitantes em algumas regiões do Brasil, afetando principalmente aqueles de classes sociais menos privilegiadas e que normalmente têm pouco acesso aos serviços médicos.O oncologista chefe da seção de cabeça e pescoço do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Fernando Luiz Dias, explica que quando os tumores são identificados em fase inicial, a possibilidade de cura alcança os 90%. "Infelizmente, poucas vítimas do câncer de boca têm oportunidade de tratar o problema nessa fase. Oito em cada 10 pacientes que apresentam a doença em estágio avançado passaram previamente pelas mãos de médicos incapazes de identificá-la", lamenta.Feridas que não regridem com tratamentos simples, perda de sensibilidade, manchas brancas ou vermelhas na boca , dificuldade em mover a língua e mau hálito persistente são alguns dos sintomas do câncer bucal. "As manifestações são evidentes, mas as pessoas costumam ignorar os perigos e danos que uma lesão na boca pode causar. Além disso, temos carência de serviços especializados em cabeça e pescoço no Brasil", observa Dias.CansaçoA dona de casa Vilcelina Abadia Faria, 52 anos, consultou quatro médicos antes de ter o diagnóstico do câncer de língua confirmado. "Moro em Manaus, onde consultei um otorrino, um clínico geral, um dentista e um gastroenterologista, que sequer suspeitaram do câncer", desabafa. Cansada de tratar a lesão na língua com remédios para afta, que não resolviam o problema, a paciente buscou atendimento em Brasília. "Sentia muita dor no local da ferida. Um dentista diagnosticou o tumor e me aconselhou a fazer a cirurgia em São Paulo. O meu caso exigia um cirurgião plástico especialista em língua, disponível somente na capital paulista. Acredito que me curei porque tive condições de recorrer a profissionais especializados", avalia Vilcelina.Além do cigarro e da falta de higiene bucal, a doença pode ser desencadeada pelo uso de próteses dentárias mal adaptadas, que machucam cronicamente a mucosa da boca. Alimentação rica em calorias e pobre em frutas e vegetais, dentes danificados ou placas bacterianas e exposição frequente dos lábios ao sol também são fatores de risco. "A associação fumo e álcool potencializa as chances de desenvolver o câncer de boca. Cerca de 80% dos pacientes são fumantes e consumidores de álcool. Infelizmente, as autoridades sanitárias e da área de saúde não dão a devida atenção ao câncer bucal. A demora no diagnóstico resulta em maior custo do tratamento, maior ausência ao trabalho, aumento de aposentadorias e grande índice de mortalidade", alerta o dentista Frederico Salles, profissional que diagnosticou o câncer de Vilcelina.MultidisciplinarDiretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, o oncologista Luiz Paulo Kowalski explica que o tratamento é multidisciplinar. "Tumores em estágio inicial são retirados com cirurgia. Para as lesões médias e avançadas, se faz necessário complementar o procedimento cirúrgico com radio e quimioterapia. Em muitos casos, é fundamental que fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas integrem a equipe", diz o médico.Atento à evolução da doença no Brasil e no mundo, e baseado em pesquisas realizadas em diversos países, Kowalsky faz um alerta: enxaguantes bucais usados com frequência sem prescrição médica favorecem o desenvolvimento do câncer oral. "Algumas marcas do produto chegam a ter 26% de álcool. Isoladamente, o álcool não é um agente causador da doença, mas uma enzima do nosso organismo o transforma em uma substância que altera as células da boca e causa tumores. Quem puder, deve optar por enxaguantes sem álcool", aconselha o oncologista.